quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Novos Caminhos!

Mudança: sair de condição, estado natural ou daquele em que se encontrava; alterar, transformar, modificar.

Estava adormecido, até que alguém cutucou em meu braço, e numa voz suave, quase suspirando, ao pé da orelha cochichava: “vem comigo, quero te mostrar algumas coisas”
Acordei, fui com ela.
Entramos em um mundo diferente, experiências e sensações novas, agradáveis.
Fui convidado a passar o tempo que quisesse nesse lugar. Logo no começo, duas experiências distintas, mas ao mesmo tempo iguais. Sentia-me extasiado com tamanha quantidade de sentimentos fluindo em questão de minutos. Desejo, satisfação, vontade... me sentia um canalha, me sentia o máximo. Arrependimento? Talvez, se não fosse esse um termo que prefiro usar apenas quando deixo de fazer algo.
Cada dia a vida me mostrava coisas que deixei que se perdessem nesse sono profundo.
Encontrei muita gente nova, pessoas que não imaginava que existissem, que se mostraram dispostas a me ajudar a conhecer tudo que esse novo lugar tinha a oferecer.
Às vezes o cansaço batia. Cheguei a pensar em voltar a dormir, não só uma vez, nem duas.
Mas aí vinha mais alguma surpresa, com tantas coisas diferentes, com tantas mudanças, o cansaço sumia, o sono ia embora, e alguém já me pegava pela mão querendo me mostrar algum outro lugar.
Talvez você pudesse estar junto, talvez não estaríamos aqui. Não sei bem como chegar, não quero descobrir como sair. Agora escuto a voz mais uma vez me chamando: "vamos logo, você não viu nada ainda!”
A vida está me convidando para viver, não vou desperdiçar.



Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo como “estou contente outra vez”. 
(Caio Fernando Abreu)

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