terça-feira, 29 de setembro de 2015

Desfechos.

Quando me perguntam se eu como isso todo dia, apontando com uma cara engraçada de reprovação para o frango e o macarrão integral, apenas dou uma breve risada e digo que sim. Além daquela aparência pálida do frango que foi preparado sem óleo, nem a massa, nem a carne tem uma pitada sequer de sal.

Digo que apenas dou uma risada porque não adianta explicar que além desse sacrifício com a alimentação, ainda suporto quase todos os dias os músculos do corpo latejando desde a hora que abro os olhos pela manhã até o momento em que me deito de novo, resultado das repetições com os pesos na academia.

Poderia ter escolhido como exemplo ainda os domingos que fiquei em casa revisando alguma matéria ou as manhãs quando eu podia dormir até mais tarde, mas optava por acordar cedo e ir à biblioteca da UNIDAVI estudar para algum concurso. Percebam: a busca por um corpo diferenciado é somente o reflexo de um estilo de vida.

Persistência para alcançar os objetivos; necessidade de abrir mão de algumas coisas que gostamos para ser recompensado mais tarde; ou até mesmo uma crítica aos que ainda cultivam o preconceito de que as pessoas que se preocupam com o corpo esquecem de exercitar o cérebro. Se três parágrafos curtos podem inspirar vários desfechos para uma pequena história, imagine o que você pode fazer com todas as páginas da sua.

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