A
animação nas baladas, barzinhos e "rolês", mas o cansaço do dia
seguinte; conhecer gente nova, mas faltar assunto algumas horas depois; noites
acompanhado, mas ao mesmo tempo sozinho; uma dose extra de álcool alegrando
ainda mais os finais de semana, mas o corpo reclamando das substâncias que está
recebendo. Fiquem tranquilos, não é mais um texto falando sobre tudo ter seu
lado positivo e negativo.
Diferente dos outros hábitos da vida de solteiro, por mais que eu me esforce para encontrar um contraponto, o flerte é uma conduta que não te decepciona nunca. Não falo do flerte parvo das festas, que depois de (nem) meia dúzia de palavras as bocas já estão em sincronia e no dia seguinte sequer existe contato. Refiro-me ao jogo mental que acontece quando você quer atrair a atenção de alguém que tem algo a mais para oferecer.
"Mas depois de todo o esforço a pessoa pode continuar desinteressada". E qual é o problema disso? O que excita no flerte é justamente não ter a certeza de como o receptor vai reagir, do que você vai encontrar. A parte mais interessante na interação humana é o leque infinito de possíveis respostas as quais estamos sujeitos, que ainda podem variar numa mesma pessoa dependendo do dia que a abordamos.
É por isso que o momento do flerte é tão interessante: nós gostamos do que não temos, gostamos do que não conhecemos e do que não controlamos. Gostamos de mistério.
Um modo diferente do que a maioria pensa e age atualmente. Eu não considero ser solteiro(a) algo negativo. E uma das coisas boas disso é este tipo de flerte que você fala. Gostei muito do texto, como sempre!
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