Quando o professor
terminou a parte burocrática e finalmente autorizou que a turma buscasse o
armamento, não imaginava que além de aprender as técnicas de manuseio e uso,
ainda teria que me preocupar com algo tão importante como dar um nome.
Parado em frente à
porta que me separava da tão desejada, achei engraçado aquele frio na barriga
que não sentia há alguns meses. Contava os segundos para estar com ela e o
momento havia chegado.
Até já tinha vislumbrado sua presença antes, ao vivo, mas
agora que era minha parecia ainda mais atraente. Batizar Bia não foi uma tarefa fácil. O nome precisava fazer remissão a alguns atributos que só ela conseguia conciliar. Imponente e perigosa, Bia é
do tipo que tira qualquer cara do sério e comigo não foi diferente.
Não levou duas
horas para aprender o básico sobre Bia, principalmente as regras de segurança
para evitar algum estrago. Foi pouco tempo, mas o suficiente para ver que nos
daríamos bem. Bem demais. Bem o suficiente para querer estar com Bia mais tempo
do que é possível. Bem o suficiente para escrever sobre Bia às 2h da manhã de
um sábado. Bem o suficiente para por em cheque minha capacidade de, por alguma
obsessão pelo perigo, não seguir as regras de segurança e simplesmente confiar
que com Bia as coisas vão dar certo.
Que saudade que eu tava dos teus textos.. haaha
ResponderExcluirAdorei!