domingo, 14 de agosto de 2016

Bia.

Quando o professor terminou a parte burocrática e finalmente autorizou que a turma buscasse o armamento, não imaginava que além de aprender as técnicas de manuseio e uso, ainda teria que me preocupar com algo tão importante como dar um nome.

Parado em frente à porta que me separava da tão desejada, achei engraçado aquele frio na barriga que não sentia há alguns meses. Contava os segundos para estar com ela e o momento havia chegado.

Até já tinha vislumbrado sua presença antes, ao vivo, mas agora que era minha parecia ainda mais atraente. Batizar Bia não foi uma tarefa fácil. O nome precisava fazer remissão a alguns atributos que só ela conseguia conciliar. Imponente e perigosa, Bia é do tipo que tira qualquer cara do sério e comigo não foi diferente.


Não levou duas horas para aprender o básico sobre Bia, principalmente as regras de segurança para evitar algum estrago. Foi pouco tempo, mas o suficiente para ver que nos daríamos bem. Bem demais. Bem o suficiente para querer estar com Bia mais tempo do que é possível. Bem o suficiente para escrever sobre Bia às 2h da manhã de um sábado. Bem o suficiente para por em cheque minha capacidade de, por alguma obsessão pelo perigo, não seguir as regras de segurança e simplesmente confiar que com Bia as coisas vão dar certo.

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