O
fundo cinza com raios azuis, combinado com o mar da imagem de capa em que eu
estava “virando um mortal de costas” eram o reflexo do que eu queria que
pensassem de mim quando criei o blog, logo depois de fazer 18 anos. Um adolescente com personalidade forte,
como as cores escolhidas no layout.
Um jovem que gosta de arriscar, como na “manobra” realizada ao saltar do deck do
navio, onde estava de braços abertos, aproveitando a liberdade que o
momento proporcionava. O nome escolhido para a página – nem queira ler – também
demonstrava a imaturidade e falta de confiança de quem, na verdade, esperava que
alguém realmente lesse e quisesse ler as postagens.
A cor amena de agora transmite
serenidade e harmoniza-se com o novo estilo de escrita, com textos reflexivos e
não mais o simples descarrego de pensamentos de uma mente que acabou de deixar
o ensino médio. Deixo a agressividade dos raios elétricos de lado para acolher
o modelo com a revoada de pássaros. Não preciso mais da imagem de um salto
acrobático para saber que às vezes é preciso arriscar, nem dos braços abertos
para entender que a liberdade é um estado mental, e não físico. Algumas opções,
todavia, deixam marcas mesmo que o tempo passe ou que o cenário
mude: posso alterar o nome e descrição do blog, mas o link de acesso
ainda é o mesmo escolhido pelo garoto inseguro de cinco anos atrás.
Se não estiver satisfeito,
trabalhe para deixar com a aparência que você quiser e não olhe para trás
arrependido por não ter sido sempre assim. Foram os erros na configuração, a
capacidade de reconhecê-los e a consciência de que não se pode parar que
permitiram que você chegasse até aqui e possa continuar na busca do layout ideal.
Eu não conheci a página antes, mas fiquei encantada com o texto! Li os textos anteriores e, por mais que fique claro o crescimento e amadurecimento de escrita e vivência, são todos incríveis. Obrigada por proporcionar momentos tão bons de leitura!
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