sexta-feira, 16 de junho de 2017

Supernova.

Chegar ao final de um ciclo e ser gratificado alcançando o que se empenhou tanto esforço por certo tempo parece, num primeiro momento, uma das sensações mais incríveis que podemos sentir, não importa qual tipo de conquista estejamos falando.

O problema é que assim como álcool, drogas, sexo e qualquer outra coisa que traga satisfação, vencer vicia.

Você sai de uma batalha já em busca de outro objetivo e quase esquece de se deleitar com os prazeres da conquista e os louros que duram cada vez menos tempo, porque para você (acostumado a traçar objetivos em vez de apenas sonhar), aquilo virou rotina.

Essa habitualidade em alcançar tudo que se almeja é parecida com uma supernova: um espetáculo para os olhos de quem vê apenas a superfície das coisas, quando na verdade estamos diante do fim do que gerou o fenômeno. Assim como os gases que alimentam as estrelas se esgotam e provocam a explosão, chega um momento em que não há mais nada para se conquistar e o vazio pode ser igualmente destrutivo.

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