domingo, 11 de novembro de 2018

Não some

Não some. 
Depois daquela madrugada a última coisa que me passaria pela cabeça seria sumir, mas acordar com essa mensagem teve um efeito psicológico tão forte que me fez ter ainda mais vontade de ficar. 

E fiquei. Por um dia. Foi o tempo que ela levou para mudar de ideia. 

Seria muita inocência achar que, de fato, existiu alguma intenção que desapareceu da noite pro dia. Tenho usado isso como bálsamo pelo papel de idiota que protagonizei em ter acreditado, por mais de uma semana (estou com prazo para entregar uns trabalhos, dizia ela), que após a conclusão das tarefas aquele meu convite recusado seria retribuído.

Mas o motivo de voltar a escrever depois de mais de um ano é que já faz um tempo considerável que isso aconteceu e mesmo assim, a cada vez que a imagem dela passa pelas redes sociais ou pior, pela minha cabeça lembrando daquele sorriso, volto ao papel de idiota esperando que ela ache uma brecha para mim e, mentalmente peço: 
Não some.

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