Sábado, 6h42mim. Esse é o horário que eu comecei esse texto na esperança de que escrevendo eu consiga tirar isso seja lá de qual lugar que esteja latejando na minha cabeça.
Uma semana inteira seguida acordando depois de ter dar um beijo, sentir teu corpo ou com uma passada de unha pelo pescoço até no queixo com aquele olhar de quem acabou de tomar o controle sobre mim de um jeito que só você fazia. Tudo tão rico em detalhes que parece que os 4 anos foram só 4 meses.
Quando acabou e nos sentamos na pracinha da cidade pra conversar e por as coisas a limpo, como se fôssemos totalmente maduros emocionalmente, o momento que ecoa na minha cabeça até hoje é: "que difícil vai ser ter qualquer coisa com alguém depois de algo tão bom pra comparar", durante um abraço daqueles de um minuto inteiro, mas que ainda assim não são longos o suficiente.
Ainda é difícil.
Não acho que exista qualquer brecha no destino que faça nossos caminhos cruzarem de novo, mas não consegui me entregar pra mais ninguém. Os olhos não brilharam mais olhando pra outros, como com as jabuticabas.
Eu não sei como terminar esse texto que é mais um pedido de ajuda pra me deixar seguir em frente, já que qualquer outra coisa eu tentei: não tenho fotos, não tenho os presentes e não tenho contato, mas das lembranças eu não consigo me desfazer.
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